quinta-feira, 29 de setembro de 2016

E lá vamos nós....



Estes dias têm sido um verdadeiro corropio. Ora desdobro-me em desenvolver o novo projeto (que amo do coração), ora acompanho os miúdos nas atividades e na escolha de novas... Ora corro na adaptação aos novos horários cá de casa... ora corro para manter a rotina habitual. Enfim, não paro. Mas até aqui, nada fora do habitual. Se é que se pode chamar de normal, a esta correria. Aliás, eu já não saberia viver de outra maneira. Quando paro, não sei o que fazer e pareço uma barata tonta a andar de um lado para o outro.
Como devem estar lembrados, o Gil começou na nova escola de música e continua muito feliz com a sua mudança. E eu, contente por lhe poder proporcionar este tipo de experiência.
Esta semana foi a vez da Mada de experimentar uma nova modalidade. Sempre que a Mada me pede para experimentar uma coisa diferente, torço o nariz. E penso: ... E lá vamos nós, outra vez ... Não é que não me agrade, mas, ao contrário do irmão, ela nunca está satisfeita e procura sempre novos projetos. Não é que não seja boa esta curiosidade, e o querer experimentar novas coisas, (eu até acho louvável), mas, por outro lado, acaba por não conseguir praticar uma atividade a sério, nem ter a oportunidade de apreciar a evolução que daí advém.
Assim, quando à cerca de quatro meses me pediu para ir ver a ginástica acrobática, perguntei-lhe se tinha a certeza, pois teria que desistir de uma das outras atividades que já pratica. Pedi-lhe que pensasse bem... que era uma pena, pois já tinha investido muito, quer na dança, quer no canto, quer no teatro. Mas....Isto não é coisa que a demova... A Mada quando mete uma coisa na cabeça, não há nada que a faça desistir. Sempre foi assim!
Pois bem, meus amigos! Para alcançar o seu objetivo, ela pesquisou na Internet ginásios, horários, preços, tudo... Até enviou emails para obter informações.... Perante isto, não resisti e lá fui com ela.
Enquanto, a observava da varandinha do ginásio, ela só me mostrava o polegar para cima e me lançava um enorme sorriso!
No fim, veio ter comigo e disse-me: "Mãe! Viste? Adoro, mãe. É isto que eu quero!
Pronto, meus amigos, escusado será dizer que não resisti a esta felicidade e vou inscrevê-la na Acrobática. Mas nada substitui a felicidade estampada no rosto dela! E o meu coração enche-se de alegria!
Infelizmente, por incompatibilidade de horários, vamos ter que desistir da dança.

E por aqui me fico!
Fiquem bem!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Olhares...



Olho e não te vejo!
Procuro a tua sombra, mas não está lá.
Insisto... quero... mas... 
não consigo encontrar-te.
Penso: olha-me! Olha bem para os meus olhos!
E tu não vês a minha alma.
Não lês os meus olhos.
Não sentes a minha dor! O meu amor!
Estás tão habituado a que esteja ali, que não reparas em mim.
Olho e também não te vejo.
Não sei adivinhar o teu desejo. Não sei ler nas entrelinhas.
Onde? 
Quando?
Onde nos perdemos, onde me perdi de ti! 
Quando te perdeste de mim!
Não sei.
Mas quero... insisto.... e olho.
E penso: Olha-me! Lê-me!
Amo-te!
Olho-te e tu olhas-me, 
Olhamo-nos mas não nos vemos...


E por aqui me fico!
Fiquem bem!


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Amigos



Ter um amigo é a melhor coisa do mundo! 
Faz-nos sentir bem e perceber que a vida vale a pena! Que alguém gosta de nós! É melhor ainda quando essa amizade vem desde a infância ou adolescência!
Por isso, fico extremamente feliz quando o Gil e a Mada trazem os amigos cá a casa. Acrescente-se que esta felicidade não é totalmente desinteressada. Como mãe galinha que sou, gosto de perceber quem são as suas companhias.
Habitualmente, quem costuma trazer amigas para pernoitar é a Mada. De vez em quando, lá pergunta ela:
- Mãe, a minha amiga pode ficar cá a passar o fim-de-semana? Posso fazer uma festa do pijama?
E eu não consigo dizer que não. E lá temos a confusão instalada....
Sim, meus amigos, temos correrias, noites de pipocas, "noitadas" como elas lhe gostam de chamar. Enfim... muita conversa e pouca dormida!
Mas hoje, foi a vez do Gil! 
Na semana passada, quando veio ter comigo e me perguntou se o melhor amigo podia passar cá o fim-de-semana, nem acreditei! O Gil não costuma fazer este tipo de pedidos e, claro está, não recusei!
É tão bom ouvir as risadas dos três na sala, as conversas típicas de adolescentes! E sentir que se estão a criar raízes para uma amizade duradoira!
E por aqui me fico!
Fiquem Bem!






quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Desejos...


Desejos...
Suspirar .... Desejar .... Alcançar
Tornar a desejar...
Tornar a sonhar...
Cada sonho de uma cor diferente,
Cada cor, um sentimento.
Umas vezes, de paz e amor
Outras, uma confusão, perturbação e ilusão.

Desejos....
Amar .... Dar .... Celebrar
Tornar a desejar...
Tornar a sonhar...
Um balão, uma canção
Uma nota de música
Cada nota de um som diferente
Cada som, um sentimento
Umas vezes de felicidade e alegria
Outras, dor e desilusão

Desejos...

E por aqui me fico!
Fiquem Bem!



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Energias

Energias...
Existem pessoas cujas atitudes já não me convencem!
Não me considero uma pessoa má, nem conflituosa. Não costumo julgar as pessoas apenas por uma atitude "menos correta". Penso sempre que se deve dar uma segunda oportunidade. No entanto, por mais que me esforce, existem pessoas cuja energia ou aura não combina com a minha!
Na minha vida só houve, pelo menos até agora, duas pessoas que não consigo sentir empatia por elas. São pessoas que mexem com o meu íntimo. Que conseguem irritar-me e tirar-me fora de mim!
De tal maneira, que quem passa por conflituosa sou eu! E devo mesmo dar essa imagem, pois sou uma pessoa muito impulsiva, que reajo logo e não paro para pensar. O que me irrita ainda mais, pois perco a razão.
Oh, que feitiozinho! Nunca mais aprendo a ficar de boca calada! Seria de pensar que ao entrar nos "...enta", ficasse mais calma e controlada. Nem por sombras!
Se antes a culpa era da impulsividade, agora é da idade! Arre, que não se aguenta!
Ainda por cima, depois de tudo o que já passei, seria de esperar que me afastasse deste tipo de pessoas, tóxicas, manipuladoras, mas não... Tento perceber porque é que as aceito e as circunstâncias ultrapassam-me. Tenho uma amiga que diz que só deixamos de viver estas experiências, quando o universo percebe que já conseguimos lidar com elas! Eu quero aprender ... Oh se quero!
E por aqui me fico!
Fiquem bem!


sábado, 17 de setembro de 2016

A decisão - Parte III


Pelo espelho do retrovisor, viu a Anastácia a dizer-lhe adeus e sentiu saudades. Sabia que ela tinha razão, quando chegasse a casa logo veria o que iria fazer. Teria que telefonar ao Nuno, pedir-lhe para se encontrar com ela e dizer-lhe.... O quê?
Que ficaria com ele se tivesse disposto a admitir que estava doente e que precisava de curar-se ou que o deixaria, que o abandonaria. Ela já sabia. Tinha tomado a sua decisão. Iria dizer-lhe que não conseguia continuar a viver com ele. Que o sofrimento, a dor eram mais forte que o amor que sentia por ele.
Ensaiou o discurso. Imaginou a conversa que teria. Nada ficou ao acaso. Nenhuma investida dele, para a demover da sua intenção, iria funcionar. Ela não era uma mulher que perdesse o controlo da situação.
Fez a viagem de regresso, sem dar conta do caminho. Entrou na rua onde morava e .... Ela não queria acreditar no que estava a ver. Ele estava à sua espera, sentado no degrau da escada. Tinha a barba por fazer e estava com um ar cansado. Há quanto tempo estaria ele ali à sua espera?
Ele viu o carro dela ao fundo da rua. Sabia porque é que ela tinha partido. Não iria deixar que acontecesse outra vez. Estava doente e precisava de curar-se. Não, não era igual às outras vezes. Desta vez, já tinha tratado dos papéis e iria ser internado na melhor clínica do país. Não suportava a ideia de viver sem ela. A Helena era demasiado importante para a perder. Ainda por cima, ele sabia o que tinha acontecido com o seu irmão.
Ela parou o carro e saiu. Ficou um pouco a olhar para ele e não teve reacção.
Tinha imaginado todos os cenários, menos aquele. Estava preparada para o deixar, mas .... agora era impossível. Ele mostroulhe os papéis e não disse nada. E ela também não.
Também não foi preciso e beijaram-se!
A Anastácia tinha razão, o destino encarregou-se de decidir por ela!

Espero que tenham gostado.
E por aqui me fico!
Fiquem bem!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A decisão - Parte II


Decidiu aceder ao convite. Não tinha nada a perder. Além disso, tinha todo o tempo do mundo. Podia ser que o sadõ ou o caminho do chá lhe indicasse o que deveria fazer. Geralmente, estes chakais. encontros para o chá eram caracterizados por um ambiente simples e harmonioso. Exatamente do que ela precisava: tranquilidade. A anfitriã estendeu-lhe um Quimono, um leque e uma almofada e encaminhou-a para a sala onde iria realizar-se o evento.
O ambiente era efetivamente calmo e todos os participantes estavam concentrados e em silêncio. Assumiu o seu lugar, sentando-se também ela em silêncio e cumprimentando os restantes convidados conforme o tradicional ritual japonês.
A anfitriã deu as boas vindas e lá foi explicando todas as vicissitudes do ritual, dando a provar o chá ou matcha. A Helena deixou de a ouvir. Estava inteiramente absorta nos seus pensamentos que nem se apercebeu que a cerimónia tinha terminado. De repente, sentiu algo a tocar-lhe no ombro. Voltou-se e a sua companheira do lado, informou-a que podiam ir usufruir do resto do spa. De forma, quase robótica, levantou-se e agradeceu. Estava a preparar-se para sair ... Quando foi novamente interpelada:
- Sou a Anastácia. Espero que não se importe que lhe faça companhia.
E sem a deixar sequer respirar ou responder, entrelaçou o seu braço no de Helena e lá seguiram caminho. De imediato, sentiu-se confortável na sua presença. Havia alguma coisa na Anastácia que lhe era familiar. Não sabia se era o seu sorriso ou a forma como ela articulava as palavras e lhe contava a história da sua vida. Mas sentia-se mesmo muito bem na sua companhia.
Ficou a saber que a senhora tinha 70 anos, era viúva acerca de 10 anos e que os filhos estavam a viver no Brasil. Quando se sentia sozinha, e precisava de alguém para conversar, ia até ao pequeno Hotel e ficava por uns dias. Adorava e eram todos, sem exceção, simpáticos para ela. Por isso estava ali.  Percebeu logo, desde o início, que o caso de Helena deveria ser parecido ao seu e então resolveu meter conversa.
- Espero que não se importe...
Lá foi ela dizendo, enquanto não parava de contar as peripécias de uma vida cheia de episódios enriquecedores.
A Helena, sem se aperceber, foi contando também a sua. A doença do irmão. A forma como afetou os seus pais. Como ela conseguiu superar a sua morte. O Nuno e a razão porque estava ali. Nesse instante, voltou a sentir uma profunda tristeza. Precisava de tomar uma decisão mas não conseguia. Amava-o demasiado.
A Anastácia apenas lhe disse:
- Não pense muito nisso, querida. No fim da sua estadia, reflecte. De certeza que vai encontrar a sua decisão. Agora faça-me companhia e vamos jantar.
A Anastácia e a Helena tornaram-se amigas inseparáveis. Ambas apreciavam a companhia uma da outra. Os dias correram num compasso apressado e a Helena tinha que voltar à sua rotina. Tinha que chegar à sua decisão, mas não sabia....
Ficava com ele. Lutaria com todas as forças para o chamar à razão. Ou seria o Nuno um caso perdido. Que não tinha salvação. Ela veria a sua degradação e morreria novamente. Tinha que o deixar.
Não conseguia decidir-se. O seu corpo lutava para ficar, mas a sua mente pedia-lhe para partir....
A Anastácia olhou-a como uma mãe olha para uma filha e aconselhou-a:
- Minha querida, deixe o destino encarregar-se de decidir por si. Ele sabe sempre o que é melhor para nós. No fim da sua viagem terá a sua resposta. Agora vá com Deus e se precisar de mim, sabe onde me encontrar.
E beijou-a na testa. E a Helena partiu.

Meus amigos, chegamos ao fim da segunda parte.
Mais uma vez. fiquem de atalaia.
Breve, breve sairá o episódio final.
E por aqui me fico!
Fiquem Bem!